Texto Vazio

Escrevo esse texto sem pretensão alguma. Escrevo por escrever.

Meus amigos me perguntam, por quê não me abro com eles? Como irei me abrir com outras pessoas, se não me abro nem comigo mesmo. Vivo uma vida de busca, o por quê não sei.

Por que escrever? Por que não escrever eu diria. Há vários motivos para se fazer alguma coisa, mas poucos plausíveis para não se fazer, afinal o ato é o divino.

Procuro ajuda em mim mesmo para resolver problemas que eu mesmo inventei.

Escrevo coisas aleatórias na tentativa de encontrar significado no meio delas.

Sou um problemático. Vivo de problemas. Minha diversão é sofré-los, e só depois de muito tempo, tentar resolvê-los. 

Ignoro a mim mesmo pois sei que não vale a pena o esforço; Estou cansado de mim mesmo. Dos mesmo problemas, os mesmo questionamentos, os mesmos obstáculos.

Estabeleci uma rotina do “sucesso”, mas não consigo segui-la. Novidade.

Meditar todo dia. Fujo da meditação como um político da verdade. Por quê isso?

Será que sou tão preguiçoso quando sempre foi dito, ou será que tenho medo?

Medo do sucesso. Medo da evolução.

Medo de sair desse buraco confortável.

 

Conforto.

 

Jazz.

 

Por quê me engano? Tendo a depreciar tudo que faço, e diminuir tudo ao tamanho do ridículo e insignificante.

Será que tudo isso é realmente tão banal quando acabo sempre concluindo? Como fugir desse abismo de contradição e auto-negligência?

Qual a força da ferramenta sobre mim? Será ela tão poderosa quanto penso? Sinto que nem isso é justificativa anymore.

 

Sou apenas um fujão.

 

Ataco a mim mesmo nessa auto-conversa pra ver se acordo. Mas a apatia é tão grande que até a excitação do despertar parece vazia e banal.

Sinto que estou me tornando dormente. Cada vez mais resistente as variações da vida.

Isso pode ser um bom sinal, ou algo péssimo.

Fazer um exercício físico. É como se um peso me impedisse de continuar. Mas quando supero, me sinto bem.

Sei exatamente como tudo funciona, mas mesmo assim ainda caio nos mesmo erros.

E nem a prospecção de boas sensações e resultados me anima tanto quando animava antigamente.

 

Parece que me tornei tão auto-analista, que todos os sentimentos são vazios. Pequenos.

Eles vem e vão. Empolgação, Tristeza, Alegria.

O que sobra é um marasmo, uma sensação branca. Parada.

Será que é a falta de atividade com retorno real financeiro que me deixa assim?

Ideias de empreendedorismo surgem, mas não consigo colocá-las pra frente. Medo e vergonha me atingem.

Mesmo eu conhecendo bem tais sentimentos, a falta de reflexão me deixa completamente vulnerável a eles.

Talvez meditação seja realmente a resposta. Talvez seja tudo que eu preciso.

Talvez seja meu único objetivo. Mas antes tenho que vencer a mim mesmo novamente.

 

Realmente, a vida é uma batalha contra si mesmo.

Anúncios
Standard