Acorda, senta e escreve.

Tô sentindo uma dificuldade pra escrever. Parece que não tenho nada pra dizer, nenhum assunto importante pra discutir.

Tudo parece estar meio que organizado na minha mente, mas não faz sentido colocar no papel pela natureza dos pensamentos, muito pessoais ou ingênuos ou incompletos.

Enfim.. isso é mais um desabafo do que uma dissertação.

Não vou me prender à padrões.. deixo a pena fluir e a musa me guiar;

Falando sobre mim e mim vida, tenho me interressado muito em empreendedorismo desde um bom tempo atrás, mas finalmente começei a fazer alguma coisa concreta.

Participo agora da produção de um site que reflete uma ideia antiga.

Mas, como nem tudo é perfeito já me deparo com empecilhos antes mesmo de começar. O problema: Incapacidade técnica. Como posso querer construir um software sem ter domínio sobre as ferramentas necessaria para a construção do mesmo?

Isso é mais do que motivo suficiente para uma pessoal racional desistir.

Mas por quê continuo insistindo nisso? Qual o sentido de procurar algo que não me é tangente.

Já flutuo no mundo da computação à alguns anos, já tive e deixei de ter vários interesses em várias areas. Me empolguei e desempolguei várias vezes, vi vantagens e desvantagens. Pensei em desistir ou continuar seguindo inúmeras e incontáveis vezes.

Mas qual a graça de desistir e qual a graça de continuar?

Por que será que apesar de todas essas voltas que dei, me deparo novamente inserido em um ambiente onde os que me rodeiam estão totalmente focados em guiar suas energias na direção do desenvolvimento tecnológico?

Será que de alguma forma estou sendo guiado nesse direção por alguma força não-conhecida? ou será que ao fugir desse caminho estou negligenciando a mim e tentando fugir do que eu sou e represento?

Acho que já estou me tornando chato com tantas perguntas seguidas, mas são perguntas que realmente não me preocupo em responder agora, pois só o fato delas existirem já me é satisfatório e motivacional para continuar tentando seguir nesse caminho, uma ultima vez. Agora pra ganhar, pra ir até o fim, pra criar resultados.

Já compreendi que como profissional não devo me identificar pessoalmente com minhas ferramentas ou meu trabalho. São apenas instrumentos de algo maior.

Preocupo-me apenas com a execução do trabalho. Com o fato do trabalho estar sendo executado regularmente. Só isso.

Estou trabalhando todo dia? Ótimo! É só isso que importa.

Se o trabalho é bem feito ou mal feito, se vai dar frutos ou não, se vale a pena ou não, só o tempo dirá… Mas estou fazendo a minha parte, estou me esforçando, estou procurando a concretização das minhas ideias, colocando-as à prova das minhas limitações técnicas e  humanas e o mais importante de tudo, indo até o fim e compartilhando o resultado com o mundo.

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