A felicidade é uma ideia velha?

A felicidade surge junto com a consciência humana, junto com a dúvida, a decisão e a liberdade.
É uma ideia.
Não existe. É um sonho. Inalcançável. Impalpável. Escorre por entre os dedos. Desliza. Arredia. Mais escorregadia que uma enguia. Não existe. Não é. Um sonho. Esperança. Irreal. Ilusória. Passageira. Infantil. Ingênua.
A felicidade não é nada.
A felicidade é só uma palavra.
Aquele que procura felicidade é um tolo.
Deve-se esquecê-la para ser feliz. Tirar-la de foco.
Não persegui-la. É esforço em vão.

Não tente preencher o vazio.
Sinta o vazio.
Abrace o vazio.
Ame o vazio.
Pois o vazio é você.
Você não é nada.
E é incrível como isso é aliviante, tira um peso das costas.
Não há responsabilidade de ser nada.
Nada é importante.
O nada é importante.

Nulisseu.
Eu não existo.
Existir. Palavra fria.
Se eu sou, sou uma dúvida.
Um grande ponto de interrogação.
De incertezas, vírgulas, sem pontos finais, sem conclusões, sem verdades.
Só um espírito faminto.
Faminto por o quê?
Alma vagante pela terra.
Rastejante. Preguiçosa. Sem destino.

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