Baden Powell

Por que não usar esse  espaço como forma de compartilhar a excitação com a descoberta de uma nova gema músical?
A gema dessa vez é Baden Powell.

Inspirado pela citação de Rafael Bittencourt no programa de culinária do João Gordo no youtube, fui atrás de escutar com calma Yamandu, que segundo ele “é rock ‘n roll”.

Gostei muito do som, mas quando fui olhar a lista das músicas vi que tinha uma porção do Powell. Naturalmente minha curiosidade me levou imediatamente à procura do que esse cara tinha de tão bom que inspirou o Yamandu a ficar tão fera e homenageá-lo várias vezes no seu show.
Fora que o algoritmo de sugestão do youtube já vinha me cutucando com vídeos do Powell a tempos…

Acabei ouvindo um ou dois discos dele, mas o que eu queria mesmo era ver, ouvir e entender o cara. Foi ai que lembrei de um programa chamada Ensaio, da tevê Cultura. Dito e feito, tava lá. Perfeito. Uma entrevista embebida em um show, ao vivo, especial, só pra mim.
O resultado é uma obra fantástica, que junta a historia de vida, a performance, belíssimas composições de um ícone ilustre da musica brasileira com a fotografia e bom gosto dos produtores do programa.

Como fiquei muito empolgado com essa programa, especialmente com um medley incrível que ele faz no finalzinho (lá pelos 48 minutos), resolvi trazer a lista de músicas que ele toca nesse medley, com o link pras letras:

Canto da Sereia
Tristeza e Solidão
Consolação
Canto de Ossanha
Menino quem foi seu mestre
Berimbau

O massa desse caras, Powell e Vinicius, é que eles trazem a tona esses interesses pelas religiões africanas difundidas na nossa cultura, como motivo de saciação de curiosidade e expansão de repertório.

Alguns trechos marcantes se destacam, como:

“Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém”

“O homem que diz “vou” não vai
Porque quando foi já não quis”

“O amor só é bom se doer”

“Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar”

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