A polêmica do ídolos

Ao atacar e criticar Sócrates em seu livro Crepúsculo dos Ídolos, Nietzsche faz papel de polemista, exatamente como Assis Chateaubriand — e muitos de seus contemporâneos — fizera no início de sua carreira como jornalista, para alcançar fama, fortuna e notoriedade.
No Brasil da época de Chatô, tornar-se um polemista era uma forma de sair do anonimato. A regra era escolher alguém bem famoso e admirado para o debate. Quando mais duradouro e acalorado esse embate, mais fama, destaque — e consequentemente dinheiro — para o polemista.
Ao escolher Sócrates como alvo, Nietzsche dá o mais alto tiro possível. Ele mira no mais famoso e popular dos filósofos. Sem contar o fato de ser um oponente defunto — o que causa mais revolta em nos admiradores socráticos e dá total liberdade para Nietzsche ser o mais cruel combatente possível.
Não estou dizendo que Nietzsche fez sua crítica pelo simples motivo de alcançar fama, notoriedade ou dinheiro. Só estou observando como os fatos se repetem, como as maneiras são semelhantes, — os meios são os mesmos…

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