Medo

Me parece que não existe liberdade.
É apenas uma ilusão.
Quando Tim Ferriss me questiona em seu livro 4 Hours Workweek sobre meus sonhos, minhas vontades, ambições… o TCC não está em nenhuma delas. A faculdade também não. O diploma não. Mas mesmo assim, parece que eu estou preso a essa faculdade e ela me puxa pra baixo, me impede de ser feliz, de fazer o que eu quero, de seguir os meus sonhos, fico tão carregado por essas obrigações que me sinto culpado com qualquer atividade que não seja a realização desse bendito TCC.

Mas será que é isso mesmo que está acontecendo? Será que o problema é realmente a faculdade e o TCC? Ou na verdade sou eu que invento dificuldades, problemas e impedimentos para fugir deliberadamente dos meus sonhos.

Será que no fundo eu tenho tanto medo de mim mesmo, do que eu gosto, da realização dos meus sonhos e do sucesso, que eu invento uma série de desculpas e obstáculos para me impedir de alcançá-los?

Eu me acostumei à estagnação, à preguiça, procrastinação, falha, fraqueza, fuga, mentira.

No fundo eu estou aterrorizado, com muito muito medo de mim mesmo. Da verdade. De quem eu sou. Do meu futuro. E faço de tudo para evitá-lo. Um dia após o outro. Cada dia a mais empurrando com a barriga.
Medo do sucesso. Medo da vida. Medo.

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O contrário da felicidade é o tédio

Spoonvile e Ferriss chegaram à mesma conclusão. O primeiro: filosofia introdutória didática, o segundo: business, self-help-improvement, entrepreneurship.

Lendo os dois ao mesmo tempo, cheguei no mesmo ponto, onde os dois falam a mesma coisa ao mesmo tempo. O que é muito esclarecedor. As coisas se unem. Os caminhos se cruzam. Não há acaso. Tudo de repente parece tem um porquê e um sentido.
Me falta sensibilidade para ver e sentir esses significados. Por muitas vezes estou “numb” ou distraído demais, seja propositalmente, seja sem querer.

A vida é assim, cheia de mistérios. Ora parece fácil, ora difícil, ora simples, ora complicada, ora cheia de sentido e significado, ora confusa e vazia.

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O que é um escritor?

Alguém que observa a vida—a própria vida—e escreve sobre ela, exprimindo suas opiniões no papel, para os outros lerem. Mas porquê os outros? Porquê escrever? Não saber falar?

Escrever é mais fácil. Não há contestação. Não há debate—”estou certo e pronto”.
Falar é mais difícil. Olhar no olho é difícil. Manter a atenção alheia, o interesse e o entendimento é difícil.

Escrever pode ser decepcionante—ler também.
Na imaginação um tema pode ser super interessante; No papel: uma bosta. Um título, super intrigante. O texto: broxante.

Escritor é o cara que sente e descreve(narra) o que sente, pensa e repensa, quer se expressar mas não sabe como, ou não tem coragem, ou colhões para usar outros meios além da prensa e seus signos.

Porque há uma diferença entre o que é escrito e o que é publicado. Muitas coisas são censuradas, pelo próprio autor, por vergonha, respeito ao leitor, desinteresse, ou medo das consequências.
O exercício mais difícil é falar a verdade. Escrever então…

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Intenção

Pode ser apenas uma leitura equivocada, baseada apenas em uma rápida visualização deturpada pela minha mente criativa, mas acabo de relacionar dois eventos notórios que vivi.
Eu lembro de um dia em que um cara trouxe um bolo de pote—ou algo do tipo—em um isopor e ficou right across da tia que vende lanches na área de convivência na UFC, meio que encarando ela e desafiando, com um olhar de culpa misturado com coitadismo, clamando pelo lugar, com uma certa revolta e zero de comunicação diretamente verbal. Zero empatia, zero abertura.
Claramente se via uma tensão no ar, o que é muito nocivo para os negócios, tratava-se de um ambiente hostil para o comércio. A atmosfera do local estava pesada e o olhar e intenção do recém-chegado vendedor não eram nada convidativos.

Relacionando isso com o que ouvi hoje do atendente da Tabacaria, que reportou uma perspectiva diferente sobre concorrência, onde ele declara que existe uma clara diferença entre as intenções das iniciativas de negócios e que isso faz todo a diferença, acredito que ele tenha certa razão.
Há os que entram no mercado para ferir os concorrentes, só de mal, com a intenção de quebrar os outros, e há aqueles que se dispõem apenas à tentativa de vender um produto por um preço competitivo e à conquista de uma fatia do mercado, com a intenção de adquirir uma renda extra.
Tudo parte da intenção, e ela se reflete nos produtos, no ato da venda e na satisfação das partes envolvidas no negócio.

Existem muito mais variáveis envolvidas nos processos de interação humana do que os que pairam sobre nossos olhos e permeiam nossa percepção; Faz-se necessária uma sensibilidade aguçada para perceber tais nuances, e antes de mais nada boas intenções, boa conduta, boa índole e boa vontade. Pois, por mais que tente-se esconder, não é possível impedir que tais sinais exalem pelos poros da alma.
Seguir a intuição é essencial e confiar nos sentimentos é a porta para um negócio prospero. Tais mecanismos, apesar de não estarem totalmente mapeados em nossa consciência lógica, foram desenvolvidos dentro de nós durante anos e anos e representam quem nós somos e o que funciona ou não funciona pra gente.

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