Um poema…

Se você consegue começar o dia sem cafeína ou pílulas estimulantes,
Se você consegue ser alegre, ignorando dores e sofrimentos,
Se você consegue resistir a queixar-se e aborrecer as pessoas com os seus problemas,
Se você consegue comer a mesma comida todos os dias e ser grato por isso,
Se você consegue entender quando entes queridos estão ocupados demais para dar-lhe tempo,
Se você consegue ignorar quando as pessoas descontam as coisas em você, quando algo dá errado e não é sua culpa,
Se você consegue aceitar críticas e culpa sem ressentimento,
Se você consegue encarar o mundo sem mentiras e enganos,
Se você consegue superar a tensão sem ajuda médica,
Se você consegue relaxar sem licor,
Se você consegue dormir sem o auxílio de drogas,
Se você consegue realmente dizer que você acorda todas as manhãs com uma lealdade imortal para com todos que você conhece,
Se você consegue encontrar uma grande felicidade nas coisas mais simples da vida,
Se você consegue perdoar qualquer ação em um piscar de olhos,

 

Então, você provavelmente é um cachorro.

—Autor desconhecido.

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Losing all hope (money) was freedom

No dia em quem eu gastei até o último centavo (18 reais) pra comprar minha água, eu me senti liberado. Livre. Podia fazer o que quisesse. O mundo era livre. Era meu.
O fato de eu não ter dinheiro e não ter que me segurar à ele, nem me preocupar em gastar ou não, como ou com o quê, me deu liberdade cognitiva pra relaxar.
Por isso que o Robert Kiyosaki e outros conselheiros financeiros insistem tanto que cash-flow (fluxo de caixa) é tão importante—mais do que salário.

O certo é ganhar dinheiro diariamente, e os grandes montantes devem estar investidos em ativos (empresas, investimentos, rendimentos…).
Ter dinheiro parado em conta corrente é ter um valor em constante processamento no subconsciente, te lembrando que você tem que fazer alguma coisa com aquele dinheiro se não a inflação vai depreciá-lo, ou você vai perder oportunidades, e deixar de viver bons momentos… enfim, todo esse blá-blá-blá que rola na cabeça dos preocupados.

Por exemplo, tive recentemente um valor excedente na minha conta e não fiz nada com ele. Resultado: acabei gastando quase tudo, e ainda tive a dura luta mental, cheia de estresse cognitivo, de ficar o tempo todo cogitando se podia ou não gastar aquele montante, e se fosse gastar, como gastá-lo, onde gastá-lo…
Dinheiro bom é dinheiro investido.

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Aqui estamos

Fomos instruídos durante toda a nossa vida a ganhar dinheiro. Mas quando finalmente começamos a ganhá-lo, não temos a menor ideia do que fazer com ele. Ou já estamos afogados em um estilo de vida projetado para consumir tudo, ou começamos a encher nosso dia a dia com itens e atividades inúteis, insatisfatórias, insignificantes e caras, até retornarmos ao estado de não-tenho-dinheiro-suficiente novamente.

Muitos de nós realmente não sabem o que querem, mas estivemos tentando tão arduamente e nos concentrando tanto em obter dinheiro durante toda nossa vida, que quando finalmente ele chega, nós o gastamos pobremente.

Normalmente pensamos que poderemos comprar a felicidade com álcool, festas, comidas deliciosas, roupas caras e amigos falsos. Que quanto mais gastamos, mais felizes nos tornamos. Quanto mais festejamos e ficamos bêbados, mais sentido damos às nossas vidas.

Mas no fundo estamos sem pistas. Estamos apenas fazendo o melhor que podemos. Fazendo o que nos foi dito pela mídia, pelos famosos e populares, por nossos pais.

Estamos apenas tentando preencher o vazio dentro de nós.

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Vagabundeando

Esse trecho foi extraído do livro Vagabonding de Rolf Potts, até agora não-traduzido para o português.


Há uma história que vem da tradição dos Padres do Deserto, que viviam nas terras abandonadas do Egito cerca de 1700 anos atrás. No conto, dois monges chamados Theodore e Lucius compartilharam o desejo agudo de sair e ver o mundo.
Uma vez que eles tinham feito votos de contemplação, no entanto, isso não era algo que eles podiam fazer. Então, para saciar o seu desejo de viajar, Theodore e Lúcio aprenderam a “zombar de suas tentações”, relegando suas viagens para o futuro. Quando o verão chegou, eles disseram um ao outro: “Sairemos no inverno.” Quando o inverno chegou, eles disseram: “Sairemos no verão.” Eles continuaram assim durante mais de cinquenta anos, nenhuma vez deixando o mosteiro ou quebrando seus votos.

A maioria de nós, é claro, nunca tomou tais votos — mas escolhemos viver como monges de qualquer maneira, enraizando-nos a uma casa ou uma carreira e usando o futuro como uma espécie de ritual falso que justifica o presente. Desta forma, acabamos gastando (como Thoreau diz) “a melhor parte da vida ganhando dinheiro, a fim de desfrutar de uma liberdade questionável durante a parte menos valiosa da mesma.”
Adoraríamos largar tudo e explorar o mundo exterior, dizemos a nós mesmos, mas o tempo nunca parece certo. Assim, dada uma quantidade ilimitada de opções, escolhemos nenhuma. Fixando-nos em nossas vidas, nos tornamos tão obcecados em nos segurar às nossas certezas internas que esquecemos porque as desejamos em primeiro lugar.

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A vida é em 360°

Você escolhe qual rumo tomar. Nunca conseguirá explorar todos os trezentos e sessenta, mas poderá escolher alguns para seguir, e quanto mais seguir na direção daquele grau, mais se tornará um especialista naquilo.

Mas claro, manter-se seguindo em apenas uma direção é humanamente impossível, tamanha façanha demanda imensas quantidades de foco e atenção, recursos limitados, que não conseguimos manter sob controle 100% do tempo.

Um dia tem 24 horas. São muitas horas pra dedicar à apenas um grau do espectro. Involuntariamente, você vai acabar mudando seu caminho, e novamente, a quantidade de tempo que você dedica ao bem sucedido esforço no foco e na atenção à esse caminho, determinarão a profundidade de sua maestria naquilo.

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O homem na planície

Nunca se dê por vencido.
Nunca pense que tudo está resolvido, que já encontrou todas as respostas.
Saiba que você é como um homem em pê sobre uma planície que se vê cercado por florestas de todos os lados.

As florestas são áreas do conhecimento ainda não exploradas por você. A princípio, lhe parecem difíceis, assustadores e gigantescas.
Mas se for corajoso o suficiente, nao vai se dar por vencido. Não vai sentar no campo e fazer acampamento, viver ali eternamente, achando que já conhece do mundo o suficiente, que já sabe tudo que há para saber.

Irá pelo contrário, penetrar na mata virgem e desvendar todos seus mistérios, até compreender que não era tão complicada como parecia, nem assustadora, muito menos gigantesca.
No começo pode ser difícil, mas se persistir, cruzará toda a mata apenas para encontrar outra planície, bem melhor que a anterior e perceber que a vida é você quem escolhe.

O caminho é você que traça. A escolha de explorar ou não as florestas é sua. E são infinitas. Nunca conhecerá todas, mas só vai enriquecer com as que explorar.

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Ser

Qual a diferença do querer ser para o ser?

A definição de ser parece tão tênue que pode se confundir com o simples fato de querer ser alguma coisa.

Muitos não sabe ao certo o que são, mas sabem o que querem ser, ou o que querem parecer ser.

É a tentativa de criar uma persona, uma imagem, uma impressão, a definição de ser?

Existe uma maneira de demonstrar o que sou sem antes filtrar essas demonstrações pelas minhas ideias de mim mesmo?

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