No one really knows.

Quando o Tarantino era só um atendente de locadora e escrevia o roteiros loucos deles, ele sabia que ninguém ia acreditar nele, nem investir naqueles roteiros mirabolantes.
Daí ele teve que vender os dois ou três primeiros roteiros, porque ele sabia que independente do que fizessem com eles, os clientes (espectadores)—que são quem realmente importa—iam gostar e se interessar.
Hoje o cara é referência mundial e todo mundo baba o ovo dele. Com a grana e a notoriedade que ele ganhou nos primeiros roteiros ele pode criar o que ele realmente visionava e se tornou o que agora.
Muitos dos que aplaudem, bancam e trabalham com ele ultimamente, os grandes estúdios e tudo mais, nunca souberam enxergar a verdadeira genialidade do cara.
Só o próprio Tarantino sabia do que era capaz, conhecia a sua audiência e sabia o que fazer e como fazer.

Quando o cara é bom ele não morre depois do primeiro trabalho. Não existe essa do “e agora? Será que ele vai conseguir superar a genialidade do primeiro?”. O primeiro é só uma forma de alavancar o segundo, e o terceiro, e o quarto… e vai ficando cada vez melhor.
As ideias já estão todas formadas dentro da cabeça do cara, ele só vai juntando cada vez mais e mais recurso e transformando elas em realidade de acordo com o que ele tem nas mãos.

Caras como Jimi Hendrix tinham ideias musicais tão extensas e complexas que não se encaixavam simplesmente nas tecnologias e nos instrumentos limitados da época, foi necessário criar uma evolução, novos técnicas, equipamentos, approaches, pra transformar a visão em realidade.
Isaac Newton teve que evoluir a matemática pra provar suas teorias da física.
Quem sabe mesmo, já tem tudo na mente, o mundo está sempre atrasado. Grandes homens vivem à frente do seu tempo.

Até exemplos mais próximos se aplicam à essa regra.
Quando uma banda independente lança um primeiro álbum muito bom e depois cai no ostracismo, isso só mostra que aquilo ali foi só um momento de sorte, genialidade temporária, os caras se perderam depois.
Quando a banda vai melhorando—que nem O Terno tem feito—se aperfeiçoando, acrescentando novos elementos, evoluindo, sem perder a graça nem a originalidade, é sinal que tudo já estava planejado.
A música já existia e sempre vai existir dentro deles, só o que faltava eram os recursos. O primeiro álbum foi só uma forma limitada de chegar ao segundo, que vai ajudar a chegar ao terceiro e assim por diante, sempre melhorando e tornando possíveis as ideias que antes eram inviáveis.

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