E eu não escrevo mais.

Acabou meu caderninho, acabaram também meus hábitos. O único que sobreviveu foi o muay thai, o resto já era.
O roubo do meu computador me abalou muito e eu acabei me acostumando à nova realidade muito fácil, quando ele voltou, foi uma surpresa muito grande e junto com ela, aquela relação de amor e ódio que eu tenho com essa máquina.
Ela consegue ser um instrumento e ao mesmo tempo meu pior inimigo. Junto com o computador, volta o comportamento vicioso, compulsivo, a fuga, tudo de ruim…
Eu acho que eu gosto de culpar essa máquina pela minha fraqueza, mas na verdade ela é só uma válvula de escape pra muitos outros problemas e conflitos da minha vida.
O que eu tô fazendo da minha vida? Que escolhas são essas que eu tô tomando? Isso não deveria estar aqui, deveria estar no meu caderno pessoal, mas nem energia pra ir ali na esquina e comprar um eu tô tendo. Tudo é uma desculpa.
Porque eu não consigo limpar a casa? Lavar minhas roupas? A umas semanas atrás eu tava conseguindo; Alguma coisa aconteceu que me fez perder a convicção, mas eu não consigo lembrar o que foi. Eu perdi o fio da meada, perdi o ritmo e tudo desmoronou, meu caderno da rotina boa, do dia perfeito veio abaixo. Perdi todos os hábitos que eu estava construindo.
Eu vivo nesse constante constrói, desconstrói… Gosta, não gosta… Mudança direto, e depois da mudança, estagnação.
Eu vivo em um conflito constante.
Pessoas estranhas passam em frente a minha porta e me chamam atenção. Seus sons me abalam, me ferem.
Essa fragilidade emocional.

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