Unir o som do computador com a vitrola

Como se fosse um DJ. Software com analógico.

Isso foi influência do The Alchemist, que eu conheci por causa do Action Bronson, que eu conheci por cousa do Munchies, que eu conheci por causa do meu vício em ver vídeos de culinária no YouTube.

Uma vontade doida de satisfazer meus desejos primais: maconha, comida e música. Tudo junto. Uma vontade de ser quem eu sou. De fazer o que eu quero naquele momento, não importam as consequências.
Uma vontade de ser esses caras que fazem um puta sucesso no YouTube, fazem show pelo mundo, estão curtindo a vida, tem programa na TV a cabo e eu aqui na merda.
Fazendo uma porra de um TCC.
Comendo uma gordinha.
Sem dinheiro pra comprar comida.
Levando um nocaute da vida.

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Um desespero total por dinheiro: uma vontade de ser rico, de ter um carro, de raparigar, curtir com a galera e gastar dinheiro exacerbadamente.

O que será que é a verdadeira essência do “eu”?
Será que é essa vontade animal? Ou é o “eu” lógico, que tenta se controlar e manter tudo nos conformes?
Será que é o “eu” que sonha em viajar pra Índia e ser monge ou o “eu” que quer raparigar e gastar tudo em drogas e putaria?

Quem é o “eu” verdadeiro?

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Reclamação

Eu não tiro o direito de ninguém de reclamar. Todos tem liberdade e espaço para reclamar.
Só acredito que uma boa reclamação deve sempre levar naturalmente à uma reflexão sobre o estado atual da vida do reclamante, e logo em seguida à uma reflexão sobre os porquês que levaram à situação motivadora de dessatisfação.
O que deve, indubitavelmente, levar naturalmente à uma redescoberta de si mesmo, dos verdadeiros interesses e vontades.
O que não obstante, deve em seguida, levar naturalmente à uma releitura da própria vida, e à uma redescoberta do que realmente é necessário e do que é descartável.
O que deve, finalmente, levar naturalmente à um replanejamento dos objetivos e metas de uma vida.
Ai sim, reclamar é preciso e torna-se um ato saudável e esperado.
Qualquer coisa diferente disso é pura masturbação e encheção de saco.

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Projetos

Eu ficava me perguntando porque as pessoas não faziam coisas em grupo, nem fundavam empresas, nem colocavam projetos pra frente.
Dai eu descobri que as pessoas pouco se importam.
O pior bicho que existe é gente.
E “as gentes” estão pouco ligando para o que você pensa, para o que você quer fazer, para a sua ideia fantástica.
Podem até fingir, balançar a cabeça e fazer cara de interessado.
Mas no fundo “as gentes” não estão nem ai pra você.

Na verdade elas não estão nem ai pra si mesmas.
Não se importam nem valorizam suas vontades, suas ideias, seus anseios.
Se esquecem de si mesmas, de quem são.
Se perdem dentro de si.
Continuam vivendo suas vidas de gado.
Começam e desistem dos mais diversos projetos, eternamente, nunca concluindo nada.
Os poucos e raros projetos que conseguem concluir, são projetos pessoais de beneficio próprio. Na maioria das vezes de curto prazo, e com grandes possibilidades de falha.

Projetos em grupo são a coisa mais rara do mundo. São necessárias, antes de bons grupos, grandes pessoas. Muito seguras de si e do que querem, com objetivos muito claros e mentes muito sãs.

Pessoas que fazem a sua parte, não importa o que os outros pensem. Pessoas que fazem primeiro e depois perguntam. Pessoas que fazem.

A verdade é que somos todos inseguros. Precisamos que outra pessoa diga que somos capazes, que o que fazemos é bom, para que acreditemos em nós mesmo.
Por isso que a auto-ajuda dá tão certo. Os caras cobram autos dinheiro só pra dizer: “você consegue”, “você é capaz”.

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Vizinhos

Taí um negócio que eu odeio é vizinho.
Só fala merda, só perde tempo.
Odeio que venha falar comigo, odeio que dê bom dia, que passei em frente à minha casa, que faça barulho, que exista.
Principalmente vizinho que quer ter paz.
Principalmente vizinho que quer ser certo.
Principalmente vizinho “amigo de todos”.
Principalmente vizinho com complexo de síndico.
Principalmente a patrulha da boa vizinhança.
Principalmente vizinho fofoqueiro. Bisbilhoteiro. Curioso.
Como eu odeio.

Só tem dois vizinhos que eu gosto: gente que gosta de fazer festa e chamar mulher pras festas. Muito massa. Ai eu não me importo não. Se objetivo é festa, vamos fazer festa.

Ou então o vizinho que você nunca vê nem ouve. Que as vezes você até se questiona sobre sua existência. Ah ser abençoado!

Ou um ou outro.
Mas vizinho que gosta de ficar conversando água nas varandas e esquinas, pelo amor de deus, ô raça desgraçada. Quem foi que inventou essa merda?
Nem é comportado e nem faz silêncio, nem é massa e nem faz festa. Um bando de inúteis.
Pense num povo desocupado.
Odeio vizinho. Pra sempre.

Sempre que penso nisso lembro do Thoreau e como ele viveu durante um bom tempo à um raio de um quilômetro de distância de qualquer vizinho. E fico imaginando como ele deve ter sido feliz nessa época.

Eu queria só um lugar pra tacar o pau no som alto, e não precisar ouvir zuada de ninguém. Ser o senhor da minha própria zuada. E do meu silêncio.

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Mais uma ideia do caderninho de regrets

Be myself as an explorer. Film and stream the places I’m visiting, things I’m doing and people I’m meeting.
Uma espécie de daily vlog.
I wonder if people would like to see me having fun and travelling the world, and if they would pay me for that.
Acho que esse é um dos meus maiores sonhos.
E talvez o de toda a humanidade. Se bem que existem pessoas que não gostam de viajar, e isso é bom pra mim. É importante que exista a multilateralidade. Se todo mundo viajasse não ia ter ninguém pra receber os viajantes, os viajantes só iam conhecer outros viajantes e a viagem ia perder a graça.

Mas agora mesmo, isso é só um sonho, uma prospecção pro futuro.
Eu vejo minha faculdade como uma prisão, e o TCC é minha carta de alforria.
Em respeito à minha família, em respeito aos impostos que o povo brasileiro pagou para me oferecer uma vaga nesta universidade, em respeito à minha índole e honra, estou despendendo meus últimos esforços para concluir esse curso que já me toma seis anos.
Mesmo eu tendo passado por vários altos e baixos, pensado em desistir várias vezes, mudado completamente minhas concepções sobre educação, trabalho e mercado, terminarei por outro motivos aquéns ao objeto do curso em si.
Por motivos de brio, respeito e honestidade.

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Escravidão

Na verdade vivemos em um sistema em ascendência, não em decadência como costumam repetir.
O problema são as filosofias fundamentais desse sistema.
Ele começa muito mal estruturado e vai evoluindo.

Pensem bem, antes tínhamos água e comida à vontade, um lugar para dormir e isso era tudo.
Agora temos que pagar por tudo isso. E a qualidade se torna cada vez mais cara.
Para conseguir acesso aos itens básicos de um vida, faz-se necessário um esforço que figura o enquadramento em um sistema pré-estabelecido de geração de valor.

“Antigamente haviam 100 homens à procura de emprego, vendendo maças nas esquinas.”
O ato de vender maçãs se tornou sofisticado, e o homem que as vende agora é um empresário inovador.
O mercado de trabalho se adaptou aos desempregados e inventou empregos pra eles.
O sistema educacional se adaptou aos empregos e moldou as pessoas pra eles.
Antes havia desemprego por desqualificação.
Hoje há educação para adequação.

Você não entra numa escola pra se tornar um pessoa melhor, entra pra se tornar um empregado melhor.

O ser humano foi transformado em uma commodity, e o sistema de beneficiamento de seres humanos continua avançando e evoluindo, tornando-se cada vez mais eficiente.

O que nos vendem como progresso e vantagens, na verdade é um forma mais sofisticada de escravidão.
A escravidão evolui junto com todas as outras áreas do conhecimento.
Tudo à que dedicamos o devido empenho tende a melhorar gradativamente. Tudo àquilo que o humano tocou e modificou, continuou sendo aperfeiçoado proporcionalmente ao esforço, dedicação e tempo dedicado.
A utilização de força humana como ferramenta sempre foi uma vontade humana, sempre foi estudada, praticada e aperfeiçoada.
Nada mudou.
Somos os mesmos.

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