Revenda de produtos locais via e-commerce?

Ou quem sabe, tentar fazer um acordo com alguma empresa de e-commerce grande?

Tudo começou com um experimento que vi numa TED Talk sobre criatividade, que incentivava anotar dez ideias por dia em um caderninho.
Arrumei um bloquinho de anotações, que carinhosamente apelidei de “livrinho de ideias” e mais recentemente apenas de “regrets”.
Claro que eu não surgi com as dez ideias por dia, mas fui anotando tudo que surgia na minha mente e aqui está a primeira dessas ideias e um comentário profundo sobre ela.

Que ideia é essa? É uma ideia que surgiu à um bom tempo atrás e já está meio morta. Ela surge de mim dando scrolling constante no promobugs. E também de mim tentando vender todos os meus bens na internet, utilizando todas as ferramentas de e-commerce que eu tive saco de testar.
Esse vontade de vender tudo é uma nuance dos minhas vertentes minimalistas de pensamento, enraizadas na minha simpatia com o cinismo de Diógenes.
E o scrolling no promobugs é só uma falta do que fazer mesmo, que foi inconscientemente preenchida por um comportamento automatizado incentivado pelos engenheiros e designers do Facebook.

Eu percebi que eu podia boletar um produto, tentar vender ele em Quixadá através dos grupos de mercado livre do Facebook e lucrar 20-30 reais em cima de cada venda.
Como eu não tinha capital pra investir, ou pelo menos, meu capital era limitado e o risco era alto, eu anunciava um produto que tinha sido apenas boletado e esperava alguém se pronunciar. Quando alguém confirmava a intenção de compra eu efetuava o pagamento do boleto, assegurando o retorno do meu investimento e diminuindo o risco de não-venda.
Consegui vender umas cuecas e uns bonés.
Daí começaram a surgir ideias de criar um site de e-commerce, uma página no face, um grupo, importar de fora, fazer acordo com outros e-commerce’s…

Mas pensando bem agora, o negócio talvez tivesse se consolidado mais fortemente caso eu comprasse os produtos sem uma pesquisa de interesse prévia, assumindo todo o risco, e somente depois, quando o produto chegasse, desse início aos anúncios. Algo que dependendo da procurar poderia valorizar o produto e aumentar minha margem de lucro.
Muitas pessoas acabaram ficando desconfiadas com esse sistema de confirmação de encomendas. E talvez muitas tivessem até decidido comprar se permitidas a possibilidade de ver e tocar o produto ao vivo — que nem o peidin tá fazendo com as camisas da Nike.
Sinto que pra começar qualquer negócio é preciso começar do zero. Sempre o mais simples possível e de acordo com a experiência adquirida ao longo do caminho, ir aumentando a complexidade gradativamente.
Percebo que é necessário primeiro criar a confiança com os clientes, e isso é muito olho-a-olho. Se quero vender tenho que aprender à vender, e vende-se olhando no olho. Venda é muito ao vivo. É muito comunicação. Tudo deve surgir da confiança um no outro. Do olhar no olho.
Um mini-experimento de comercialização de dindins me mostrou isso. Que é muito mais fácil vender cara-a-cara, demonstrando o produto, negociando com o cliente. Mas essa já é uma outra ideia…

O que transformou essa ideia em um regret, foi o fato de eu ter entrado nesse caminho apenas por impulsos econômicos, o que limita bastante a dedicação e o empenho em fazer um negócio prosperar.

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