Música

A música te acha e diz o que você tá querendo dizer bem lá no fundo:

Eu quero é ir me embora, eu quero dar o fora
Eu quero tocar fogo nesse apertamento, você não acredita
Você tem que saber que eu quero correr mundo, correr perigo

Todo dia eu só penso em poder parar, meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar e me calo com a boca de feijão

Amigos a gente encontra, o mundo não é só aqui
Repare naquela estrada, que distância nos levará?
As coisas que eu tenho aqui na certa terei por lá
Segredos de um caminhão, fronteiras por desvendar
Não diga que eu me perdi, não mande me procurar
Cidades que eu nunca vi são casas de braços a me agasalhar
Passar como passam os dias, se o calendário acabar
Não diga que eu fiquei sozinho, não mande alguém me acompanhar
Repare, a multidão precisa de alguém mais alto a lhe guiar
Quem me levará sou eu, quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia de quem souber me amar

Um velho calção de banho, o dia pra vadiar
Sentir preguiça no corpo e numa esteira de vime, beber uma água de coco
Argumentar com doçura com uma cachaça de rolha
E com o olhar esquecido, bem devagar ir sentindo a terra toda a rodar
Depois sentir o arrepio do vento que a noite traz

Eu não vivo guardado em segredos, nem no medo
Eu não sei viver de outro jeito a não ser desse jeito, destino cigano
Comigo não dá pra ficar amargando, esperando o tempo passar
Até sonhando e sem saber onde posso chegar

Caem como uma luva.

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Meu caderno

Um caderno de 8 reais era tudo que eu precisava. E mesmo assim foi tão difícil. Eu precisei gastar vários dólares em cadernos caros e bonitos pra me sentir apto a escrever—registrar minhas ideias. Tive que riscar vários blocos de rascunho pra perceber que o papel não importa—o meio não importa. O que importa é a ideia. E ideia eu tenho muita, só boto poucas em prática.
Até caneta cara eu comprei. Tudo inútil. Tudo desculpa. Empecilhos. Quem quer escrever, escreve. Não importa onde, nem como. Risca a parede, se tatua, escreve com o próprio sangue.
A vontade de expressar e compartilhar supera tudo.

Caderninho de oito reais.
Forças reativas.
You’re doing something.
Providing service.
Creating value.
Sharing.
Creating wealth.
Some people can’t work with it.

Quando alguém está fazendo alguma coisa, o mundo inteiro se junta pra atrapalhar.
Como pode uma denúncia de um cliente da Oi de que o meu sinal está atrapalhando o dele?
Isso não faz muito sentido. Por causa disso vou ter que esconder os SSIDs, mudar os nomes, atualizar as senhas, comprar uma RB e fazer controle de banda.

Vai trabalhar vagabundo.

Meu dinheiro está todo aplicado: muay thai e piratinha.

Não existe calmaria.
Será que esse é um desejo meu que se torna realidade? Uma crença enraizada que se transforma em realidade? E se eu começar a acreditar que tudo é fácil e simples?

Ter uma empresa é consumir todo seu tempo. Ela te puxa e te suga. Firefighting all the time, new issues, new problems, unexpected businesses, clientes entrando e saindo, modificações, empresas concorrentes querendo me derrubar, vizinhos invejosos, cobiça, sucesso e estresse.

Parece que tem alguma pessoa aqui do prédio ligando pra brisanet e me denunciando.
Eu odeio morar aqui. Tenho que estar sempre me policiando. Não posso fazer barulho pra não perturbar os vizinhos. Não posso tocar ukulele ou violão, pra não acordar meu roommate.
Não posso ligar o som alto. Não posso batucar.
Sempre pensando no outro.

O músico é um egoísta.
Ele que emitir seus próprios sons, quando quiser, na intensidade que quiser.
Ele que silêncio quando quiser. Ele não quer estar à mercê do som dos outros. Ele quer ser o senhor de seus ouvidos, de sua boca e de seus instrumentos. Ele quer fazer barulho quando bem entender. Quando quiser. Bel-prazer.
O homem que mora sozinho também. A casa é sua, faça o que quiser com ela. O barulho é seu. Não se importe.

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Vocês

Cara eu tô afim.
Revenda de Blue Label.
É uma ótima ideia, parece rentável e fácil de fazer.

Incrível como eu sou alvejado.
São muitas informações, e às vezes no meio de um fluxo de informação de entrada, um fluxo de processamento entra no meio da consciência e os dois se confundem, me deixando no clue of I was doing here.

_-_

Textão é o meu zovo. Essa gíria é coisa de quem não dá conta nem de reler a própria frase, quem dirá um texto inteiro.

Vocês que seguem essas gírias de internet estão fadados à esse discurso limitado.

Existem redes sociais mortas… e existem perfis sociais mortos.
Minha nossa senhora, o que é que eu tô fazendo?
Mete um snip.

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À quantos anos?

Lagavulin.
Slowly melting.
Eu pensei…

Faça uma postagem no face.
Mundo de Otávio.
Que mentira.

Eu recorto só a parte que eu quero, e fico batendo papo com as meninas.
Não deves amar tuas fãs.
Erro.

Na verdade esse blog é um recorte da minha vida, você vai ler muito mais nas nuances. No tempo, do que eu escrevo, como eu posto.

É um retrato de uma tentativa.
Um grito.

Não tente entender, olhe pra big picture.
Agora eu tô tentando cozinhar maconha.
Youtube é minha escola. Minha faculdade. Meu livro.
My method is going to one video and trying it for myself.
The same amount of preparation is applied to the practicing.
This way, I’ll be able to balance the practice/absorbing ratio, which has been a huge problem for me, cause I’ve always had someone in back, giving me cover and being a teacher.

That’s the teacher. Eu nunca aprendi tão rápido quando com um professor.
Nunca foi tão fácil. Sempre que eu tento ir sozinho eu sofro muito. Dá muito mais trabalho mesmo. Eu não sei ser meu próprio guia.
Eu não sei as melhores formas, os melhores caminhos, os melhores conteúdos…
Tenho que ir como um cego, tropeçando.
Mas é incrível como eu acho que aqui é que eu aprendo mais. Sofro muito mais, demoro muito mais, mas aprendo muito mais.
Não só sobre o objeto de estudo em si, mas em todo o processo.
Sobre eu mesmo.
Sobre as outras pessoas.
Demoro mais, mas aprendo mais.

Mano, eu me perdi num munchies aqui, sensacional.

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I wonder if that shit still happens… a ingestão.
Mas eu tenho que me manter crente das minha decisões.
Eu entrei nesse computador pra escrever e eu tô escrevendo.
Entrei nessa pela vontade e tô fazendo.
Tenho que sair dessa pela vontade também, não posso forçar.
Tenho que ser consistente comigo mesmo.
Tenho que seguir uma regra que eu mesmo impus.
Se não serei um eterno pecador.

E amanhã bem cedo, eu vou sair de casa.

É porque eu gosto de exclusividade dentro da minha cabeça. Por isso que eu odeio vizinhos, eles se intrometem.

Por isso que eu uso a música, por isso que eu saio de casa, por isso que as vezes eu não durmo, por isso que às vezes eu não cago.
Muita zuada.
Eu quero ser o dono da minha própria zuada.
Edibles.
I think they’ll work somehow—from the future: they are, very indeed, working—.

Caralho como minha noção de tempo mudou.
A energia da luz elétrica entra nos meus olhos como se fosse um sol.

Ao som de meu nome é Ébano, venho te felicitar.
A lapada é tão grande que eu nem me lembro o que eu vim fazer aqui.
O bom é que agora ao escrever essa frase, minha mente se acalma e relaxa.
Paro um pouco pra escrever, e a parte de trás do meu cérebro me responde: vai atrás da gata.
E o tempo passa arrastado.
E o tempo é uma dádiva.
E eu tenho tempo.
E eu vou continuar o que eu tava fazendo.

A ideia ficou guardada.
Tempo fechado e cronometrado.
Daí o tempo muda, e as coisas mudam… e a música muda,
E o ritmo muda, e a atividade muda, e a vontade muda…
E a vida muda.

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Testes

Três semanas de muay thai.
Uma escolha.
Depois faça o que quiser.
Desafio.
Que nem tu fez com a meditação.
Um provocação.

À toda horas o mundo me distrai.
3 horas de trabalho ininterrupto: são o necessário para criar um trabalho digno.
Um avanço significativo.
A coisa mais difícil.
À toda hora o mundo te interrompe.
Atropela.
É quando tu sai da tua mente e enfim tu interage.

Interação.
É o que eu tô fazendo.
Vários novos encontros.
Exposições à novos lugares.
New environments, new life.

Eu odeio ser interrompido.
Odeio ser contrariado.
Odeio quando vão contra a minha vontade.
Odeio ser rejeitado.
Levar um não.
Tomar um tapa na cara.
Ser tratado como um bobão.
Arrastar uma nega pra casa.

Sempre que eu me deixo levar pelo medo, morre uma parte de mim.
Sempre que eu omito uma fala, um impulso.
Sempre que me falta a palavra, que engasgo, que pulo.
Que engulo.
Que tropeço.
Que vacilo.
Que me embolo.
Que gaguejo.
Que corrijo.
Que retiro.
Que omito.
Que finjo.
Que finto.

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Prática

O feio não é a gordura do meu corpo.
É a postura e a distribuição.
Eu quero ficar rasgado e bonito.
No jeito.
Pra isso a luta.
Pra isso a disciplina.
Pra controlar e fazer outras coisas.
Terminar TCC.
Trabalhar dinheiro.

Eu estou sempre apagando incêndios.
Sempre correndo atrás dos galhos.
Sem planejamento total.
Sem controle.
Sempre no limite.

Chegou a hora de você assumir e sumir.
Eu não tenho controle sobre as minha finanças.
Tenho que aprender isso.
Tenho que viver isso.
Pra aprender a ser feliz dentro da minha escola de filosofia pragmática.

A vida precisa ser vivida pra ser aprendida.
A felicidade vem de viver aprendendo na experiência.
O homem que só ouve o relato do outro homem nunca saberá.
Só saberá aquele que for lá e testar por conta própria.
A verdadeira experiência é a própria.
Primeira pessoa.
Vivida.
De vida.
Testada e funcional para o indivíduo.

E só funciona individualmente.
Um pra um.
Irreproduzível.
Vivência.
Experiência.
Aceitação.
Assumir.
Entender.
Aprender fazendo.
Pragmatismo.
Ciência da ação.

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Relacionamentos

Como não ficar puto?
Como perdoar?
Como relevar?
São tais atitudes realmente necessárias?

Às vezes você vacila com os outros.
Às vezes você pisa no calo dos outros.
Às vezes você age de uma maneira que deixa os outros desconfortáveis.
Só às vezes, você percebe que está sendo inconveniente, que está vacilando, incomodando.
Às vezes falta pensar no outro, se colocar no lugar do outro, pra perceber o possível erro.
E o pior é que às vezes você está ciente da indelicadeza, mas te parece, no momento, a única possibilidade.
O único encadeamento possível.
Às vezes, em nome da própria vida é preciso atrapalhar, ou desregular, ou trespassar um pouquinho a vida do outro.
Cruzar.
Mas basta ter uma intenção positiva.
Um perdão e uma anistia.
Uma aceitação de próximo.
Um amar até os defeitos.

A primeira pessoa que eu tenho que amar é a mim mesmo.
Filosofia projecional básica.
Produto secreto da auto-ajuda.
Foi o que eu usei pra atrair a Paula, minha primeira namorada.
Lembro bem o processo de desejar, fantasiar, descrever, agradecer e daí então… as coisas irem acontecendo… o convite pra um aniversário de uma desconhecida, por uma galera que eu não andava muito, relativos de um amigo de infância.

Você tem que valorizar quem te conhece.
Relações antigas.
Brothers primordiais.
O Pedro é meu brother primordial.

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