Educação

Quando eu fui pra Toronto fazer um intercâmbio, me ensinaram as regras de um tal de inglês acadêmico — uma espécie de um coito interrompido intelectual.
Quero escrever e tal, mas quando vêm a inspiração — me dou de cara com um cinto de castidade criativo.

Foda-se a escola e a academia.

Ensino de verdade é o que rolava na Grécia antiga.
O pupilo encontrava um mestre e pedia para segui-lo. O mestre só ensinava se quisesse, como e quando quisesse, e ainda, de graça.
O pupilo amava o que estava estudando, se dedicava e se esforçava, sugava todos os conhecimentos do mestre, até que um dia, conseguia superar seu mestre e andar com as próprias pernas — consumando o cliché.

Aqui, o aluno vai a escola à força — primeiro erro.
O aluno passa mais de dez anos sendo forçado à aprender uma série de coisas que não gosta, não entende e não se interessa.
Só pra depois, ter de escolher com muito cuidado, pensando e pesando muito bem, analisando o quê dá e o quê não dá dinheiro e se adaptando à cursos pré-estabelecidos.

Quando, em casos muito raros, o aluno consegue encontrar na universidade um curso pra estudar o que gosta, muito provavelmente já chega sabendo alguma coisa.
Ao invés de seguir dali em diante, é obrigado a seguir um script de cadeiras desinteressante e inúteis.

Em um caso mais comum e realista, temos uma massa de alunos que só procura o “ensino superior” para ganhar um diploma: um certificado — que por certo há de “garantir” uma colocação no mercado de trabalho.
Mas veja bem, se você é um aluno bosta, que só tá ali pelo diploma e não gosta do que faz, você vai ser um empregado bosta, que só tá ali pelo dinheiro e odeia o que faz.
Empresa nenhuma quer um cara assim.
Parabéns, você ganhou um diploma de otário.

Todo esse sistema educacional está amparado por um série de leis e restrições — um grande conjunto de baboseiras impostas pelo estado.
Leis da educação.
Sistemas pré-moldados.
Fôrmas de gente.

Ai de quebra, você pega um professor “cu” que só tá ali porque passou num concurso público, não têm a menor paixão nenhuma pelo que ensina — e muitas vezes nem sabe o que ensina.

Pra fechar com chave de ouro: perto de você — mas longe da faculdade —, encontra-se um autodidata, que ama o que faz e já vêm fazendo isso à anos — porque no fundo, no fundo, todo mundo sabe o que ama de verdade —, já é uma fera — faz tudo que você sonha mas não consegue enquanto se arrasta pela faculdade.
Na verdade ele ignora a faculdade — mete a mão na massa e realmente faz alguma coisa. Não fica nessa punheta científica e gera um valor específico — cria um produto massa, lança e fica rico.

E você aí sofrendo pra passar em POO.
Porque é uma obrigação, porque não é uma paixão, porque não é o que você quer, precisa, nem o que você gosta.

Foda-se a faculdade.
Foda-se o ensino público.
Foda-se a padronização do compartilhamento de conhecimento, das experiências e da sabedoria.
Foda-se a legislação do saber e a burocracia do aprendizado.

Revolução educacional é você quem faz — deixando de ser besta e não acreditando nas merdas que essa sociedade corrupta e decadente decreta.

Axiomas sociais.

Quebre os paradigmas,
Não deixe que a escola mate você e sua criatividade.
Lute por seu direito de ser feliz e fazer o que quiser, do jeito que quiser, onde e quando quiser.

Não ao emprego.
Não à adaptação ao mercado de trabalho.
Sim à vida.

Seja senhor de si mesmo.
Seja seu próprio patrão.
Se cuide, se ensine, se regre, se recrie e se reconstrua.
Seja the builder of your destiny.

Aqui está a teoria, agora vai e faz, que eu quero é ver!

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