Dia desistente

Passo mais um dia desistente
em frente à esse bloco de rascunhos tão carentes,

Mais um dia cansado
mais uma noite nesse canto revirado

Na batida do sem dente
Deprimente
É o homem que se perde no estridente
Do contente
Do homem mais valente
Do homem se que prende na barriga dos sem dentes
Dos parentes

Na barriga dos sem teto
Sem varanda
Na barriga das barangas
Que carregam tudo aquilo que aparece numa banda
Que alimentam a esperança

Espíritos que vagam tristes pela cidade
A ronronar
A mastigar
A se entregar

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