Recortes

Enquanto tu tá acordado, a galera tá acordada.
É tudo contagiante.
O contágio é a forma de gozar do ser humano.
É a forma de ser do ser humano.

Eu sou um jovem que não consegue escrever nem uma frase completa; Therefore, criando uma paralelo entre realidades e confundindo você, leitor, que não existe.
Sou eu mesmo.

Você está aqui de gaiato.
O escritor—aqui ó—escreve para si mesmo, mas o mesmo sonha que todos leiam.
O escritor só tem graça quando ela sabe que ninguém vai ler.

Caligrafia?—mas isso é um problema? Meus amigos dizem que minha letra é feia e difícil.

Pode parecer até ridículo, mas a válvula de escape do meu dinheiro é a comida. Principalmente as super-comidas: o açúcar, a gordura e o sal. Essa mistura louca de química com o natural.
A comida química. Que nem o viado da praça que se diz viciado em excitações químicas.
Será que não fomos feitos pra nos viciar mesmo?
Será que o humano não tá programado é pra se viciar?

Minha arte.
Essa é a minha arte.
É a que eu faço.
Como se a arte fosse minha.
Como se eu fizesse alguma coisa.
Sou só the vessel.
O pote.
O caminho.
A arte passa por mim.

Tu lembra daquela história que tu inventou?
— Acordou tem que levantar!
Isso são palavras ao vento.
Tentativas, obsessões, você faz por um tempo e para, depois lembra como funcionava e era bom e faz denovo, depois para de novo, e fica nesse ciclo eterno, até que um dia a morte vem e te separa.

Quase toda noite eu uso maconha. Toda noite eu saio. A vida pela noite. Será que vale a pena?
Existem muitos caras com ótimas teorias mas nenhuma prática.
Ninguém vai acreditar em você. Eles querem ver pra crer.
A filosofia perde a graça sem a prática. Fica massante, repetitiva e chata.
Masturbação mental.

Escrever é um negócio meio deprê.
Meu vizinho hoje acordou tacando os pés e eu não comi a de ontem.
Agora fiquei na vontade. Hoje eu vou atrás de dinheiro e das cordas do meu violão. Ou pelo menos do violão que tava comigo.
Escrever é deprê, mas tira a deprê também.
Parece que ela fica no papel.
Tem um violão tocando lá fora e o Marília Mendonça tá truando no vizinho.
Oh música paia. Muito repetida. Já tocou demaaaaais.
O som alto do vizinho me acordou e é invasivo.
Nada é por acaso.
Tudo acontece com um porquê.
Eu já ouvi som alto. Isso é o eterno-retorno.
Quem perturbar, perturbado será.

Minhas manhãs são meio reflexivas e deprês.
Eu acordo meio que sem vontade de acordar.

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